quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Empresa dos EUA receberá US$70 milhões da Malásia se encontrar avião desaparecido

Destroços do MH370 foram encontrados em vários locais (Foto: ATSB/BBC) 

A Malásia assinou um contrato nesta quarta-feira (10) para pagar até US$ 70 milhões para uma companhia de exploração de solo oceânico dos Estados Unidos caso encontre a aeronave desaparecida MH370, da Malaysia Airlines, dentro de 90 dias a partir do início de uma nova busca no sul do oceano Índico.

O desaparecimento da aeronave durante rota de Kuala Lumpur para Pequim em março de 2014, com 239 pessoas a bordo, está entre os maiores mistérios da aviação do mundo.

Austrália, China e Malásia terminaram uma busca improdutiva de US$ 157 milhões ao longo de uma área de 120 mil quilômetros quadrados em janeiro do ano passado, apesar de investigadores terem pedido para as buscas serem estendidas para uma área de 25 mil quilômetros quadrados mais ao norte.

O ministro dos Transportes da Malásia, Liow Tiong Lai, disse que uma companhia privada sediada em Houston, a Ocean Infinity, irá procurar o MH370 na área de prioridade de 25 mil quilômetros quadrados em um contrato de risco, o que significa que só haverá pagamento caso encontre o avião.





Fonte: https://g1.globo.com    

O satélite secreto do governo dos EUA lançado pela SpaceX se perdeu

Missão Zuma decolou em um Falcon 9 na noite de 7/1 (Foto: Divulgação)

Na noite deste domingo (7), às 23h no horário de Brasília, a SpaceX lançou mais um Falcon 9 a partir da Base da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida. Todos os sinais indicavam o sucesso da operação— até mesmo o primeiro estágio do foguete foi recuperado após pousar em uma área próxima. Mas, nos últimos dias, as suspeitas de que a missão fracassou têm ganhado mais respaldo.

Fontes anônimas do governo dos Estados Unidos confirmaram em reportagens do The Wall Street Journal e da Bloomberg que o satélite espião secreto Zuma, com custo estimado em bilhões de dólares, não entrou em órbita e pegou fogo na atmosfera. A SpaceX nega qualquer incidente que implique em mau funcionamento do Falcon 9, afirmando que o veículo se comportou corretamente na noite de domingo.

"Se nós ou outros descobrirmos o contrário, vamos reportar imediatamente", disse em nota Gwynne Shotwell, diretora de operações e presidente da empresa. "Qualquer informação publicada que contrarie esta declaração é categoricamente falsa", afirmou, negando-se a comentar mais devido à natureza sigilosa da missão.

Mesmo assim, a SpaceX não emitiu nenhuma confirmação oficial de que o lançamento foi bem-sucedido — algo que costuma fazer mesmo com cargas sigilosas, como o satélite Zuma. Boa parte dos especialistas especula que o problema tenha ocorrido no momento da separação entre a carga e o segundo estágio.

E, ao que tudo indica, a falha pode realmente não ter sido culpa da companhia de Elon Musk, mas sim da Northrop Grumann, empresa que fabricou o satélite para uma agência não divulgada do governo norte-americano. Como explicou pelo Twitter o astrônomo Jonathan McDowell, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nesta missão, a fabricante quis produzir o adaptador (peça que faz a separação da carga). Normalmente, quem a produz é a própria SpaceX.

Para acrescentar um componente incendiário extra aos rumores, o satélite foi, sim, incluído em serviços oficiais do governo dos EUA que realizam o monitoramento de objetos em órbita. Isso é um indicativo de que o Zuma deu pelo menos uma volta ao redor da Terra. Mas os registros foram interrompidos.

Apesar do infortúnio, a SpaceX declarou que o voo inaugural do Falcon Heavy, foguete mais potente já produzido, não será afetado. O teste está marcado para o mês de janeiro. "Como os dados revisados até o momento indicam que não são necessárias quaisquer mudanças de design, operacionais ou outras, não antecipamos nenhum impacto nos próximos lançamentos agendados", afirmou Shotwell.





Vídeo: deserto do Saara é coberto por neve pela 1ª vez há 37 anos

Neve cobriu partes das encostas de areia no último domingo (7) Hamouda Ben Jerad via REUTERS/07.01.2018

Moradores da comuna de Aïn Séfra, ao norte da Argélia, foram surpreendidos pela queda de neve no deserto do Saara no último domingo (7). Segundo informações da rede de notícias CNN, esta é a primeira vez que o fenômeno acontece no deserto mais quente do mundo há pelo menos 37 anos.
De acordo com a agência de notícias Reuters, a neve cobriu partes das encostas de areia — mas derreteu conforme as temperaturas subiram ao longo do dia.
Aïn Séfra é conhecida como a porta de entrada para quem deseja conhecer o deserto do Saara.

Assista abaixo.






Fonte: https://noticias.r7.com    

Games de 2018: Lista dos jogos mais aguardados tem 'God of War' e 'A Way Out'

O ano passado foi marcado pelo retorno em ótima forma de grandes veteranos dos videogames, e 2018 deve seguir apostando em nomes famosos.

A aventura nórdica do Deus da Guerra Kratos no novo "God of War" e a sequência de ação no faroeste "Red Dead Redemption 2" são dois dos jogos mais esperados.

Tem também "Spider-Man", aventura do cabeça de teia que já levantou comparações com a série "Batman: Arkham", e "Dragon Ball FighterZ", jogo de luta com personagens do anime e mangá criado por Akira Toriyama.

Do lado das novidades, os destaques são "A Way Out", uma história de parceria feita para ser jogada com mais um amigo, e "The Last Night", título que chamou atenção na E3 2017 pelo clima cyberpunk de "Blade Runner".


10 - 'Sea of Thieves'

  • Desenvolvedora: Rare
  • Plataformas: Xbox One, PCs
  • Data: 20 de março

O bucaneiro "Sea of Thieves" venceu a desconfiança e os adiamentos e provou que pode ser uma experiência divertida – de preferência com colegas de pilhagem.

Esse encontro entre "Destiny" e "Piratas do Caribe" vai colocar você e seus amigos em bandos de piratas para navegar embarcações, enfrentar adversários em alto mar, completar missões e, é claro, desenterrar tesouros.

A aventura é regada pelo humor inglês do tradicional estúdio Rare ("Banjo-Kazooie", "Perfect Dark"). Em "Sea of Thieves", dá pra beber cerveja, falar bobagem e tocar instrumentos enquantro se desbrava os sete mares. Prepare-se para muitos yo ho ho e garrafas de rum.


9 - 'Far Cry 5'

  • Desenvolvedora: Ubisoft Montreal
  • Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PCs
  • Data: 27 de março

Zoeira e papo sério tornam-se um só em "Far Cry 5". A nova entrada nessa série de aventuras meio surreais, meio radicais, em pontos exóticos do globo continua recompensando a exploração e a autonomia em um vasto mundo aberto, mas desta vez com um plano de fundo de gente grande.

Essa é a primeira vez que um "Far Cry" se passa dentro dos Estados Unidos. E no lugar de vilões excêntricos como Pagan Min e Vass, entra um grupo de cultistas que deve levantar discussões sobre fanatismo religioso, racismo e as profundezas do continente norte-americano.


8 - 'Detroit: Become Human'

  • Desenvolvedora: Quantic Dream
  • Plataforma: PlayStation 4
  • Data: 2º trimestre

O roteirista e game designer David Cage ("Beyond: Two Souls", "Heavy Rain") ataca novamente, desta vez no território filosófico das relações homem-máquina.

"Detroit: Become Human" segue a linha dos outros trabalhos de Cage e te coloca em um tipo de filme interativo onde o destino dos personagens e da trama é decidido por você – e os botões que escolhe apertar.

A história gira em torno de três androides, Kara, Connor e Markus, cada um com uma perspectiva própria sobre o dilema servidão x consciência das máquinas em uma sociedade dominada pela tecnologia. Alguém falou de replicantes? Pois "Detroit" é só o primeiro jogo da lista de 2018 com temas similares aos de "Blade Runner".


7 - 'Code Vein'

  • Desenvolvedora: Bandai Namco
  • Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PCs
  • Data: não confirmada

O pouco conhecido "Code Vein" é a maior aposta da lista, mas tem um porquê. O jogo não só investe na fórmula de sucesso de RPGs de ação bem difíceis (de "Dark Souls" e discípulos como "Nioh"), como faz isso com o pedigree dos desenhos animados japoneses.

A promessa de Hiroshi Yoshimura, cara que também é responsável pelo hit cult japonês "God Eater", é combinar a ação sob pressão da série "Souls" com o visual, a narrativa e o drama dos animes.

E apesar das comparações, "Code Vein" tem gabarito para ser mais do que um simples "Anime Souls". Afinal, o personagem criado por você deve sobreviver em um cenário pós-apocalíptico lotado de monstros e vampiros. É preciso ser mais que uma cópia pra sair vivo dessa.


6 - 'The Last Night'

  • Desenvolvedora: Odd Tales
  • Plataformas: Xbox One, PCs
  • Data: não confirmada

Durou só 1 minuto e 19 segundos, mas o trailer de "The Last Night" roubou a cena na conferência de Xbox na feira E3 2017, em junho passado. O trabalho do pequeno estúdio Odd Tales começou em uma maratona de desenvolvimento de 6 dias, em 2014.

Mas surgiu para o grande público como uma combinação poderosa dos sons, imagens e temas cyberpunk de obras-primas como "Blade Runner" e "Ghost in the Shell", aliada aos gráficos retrô pixelados de games clássicos.

O diretor Tim Soret diz em entrevistas que seu jogo é influenciado por títulos de plataforma com foco na narrativa, como "Another World" e "Flashback". Não poderia combinar mais. E com o fim do caso "Cuphead", "The Last Night" já é o próximo game indie mais esperado do momento.


5 - 'Spider-Man'

  • Desenvolvedora: Insomniac Games
  • Plataforma: PlayStation 4
  • Data: não confirmada

Antes de o homem-morcego ditar a nova onda do imperador com "Batman: Arkham", era o Homem-Aranha que reinava como o super-herói mais legal dos videogames.

Esse protagonismo pode retornar com "Spider-Man", aventura que está nas mãos da Insomniac Games (do injustiçado "Sunset Overdrive") e é estrelada não só por Peter Parker, mas também pelo jovem cabeça de teia Miles Morales.

"Spider-Man" tem tudo daquilo que define o Homem-Aranha: acrobacias aéreas, golpes elásticos, grandes vilões e o humor e a confiança dignas de um jovem com super-poderes e a vida inteira pela frente. Só um desastre vai deixar esse game de fora das paradas de 2018 – ou um adiamento.


4 - 'Dragon Ball FighterZ'

  • Desenvolvedora: Bandai Namco
  • Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PCs
  • Data: 26 de janeiro

"Dragon Ball FighterZ" tem o Kamehameha e a Genki Dama nas mãos pra ser não só o melhor game de luta baseado no anime, mas um dos mais belos e ferozes exemplares do gênero nos últimos anos. Levou algumas (dezenas de) tentativas, mas "FighterZ" é o game de "Dragon Ball" que melhor captura a velocidade, intensidade e qualidade dos golpes e animações do desenho japonês. Mérito da Arc System, que também faz a franquia "Guilty Gear".

No entanto, ao contrário do primo mais velho, "Dragon Ball FighterZ" é divertido até pra quem não joga games de luta. A maioria dos golpes de Goku e companhia são executados com um quarto de lua, o famoso Hadoken, comando que só não é mais velho do que andar pra frente.


3 - 'A Way Out'

  • Desenvolvedora: Hazelight Studios
  • Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PCs
  • Data: 23 de março

"A Way Out" tem um sabor raro hoje em dia. Não vazou antes da hora, quando apareceu fez uma apresentação direta ao ponto, e vai chegar ao público menos de 1 ano depois disso tudo. É bom ver um jogo empolgar pelas histórias que pode contar, e não só pelo falatório.

O game segue a filosofia de cooperação de "Brothers: A Tale of Two Sons", trabalho anterior do diretor de "A Way Out". Mas desta vez a "broderagem" nasce na prisão e narra as desventuras da dupla Leo e Vincent em fugas e outras cenas de ação, como perseguições e tiroteios.

Pouco foi mostrado das mecânicas de "A Way Out" e acredite, isso pode ser muito bom. Significa que elas são um diferencial e que demonstrar o game em detalhes pode arruinar sua experiência. E vindo da onde vem, vale esperar por uma observação aguçada sobre a importância do jogador na trama e uma visão que vai além da obviedade sobre as relações familiares (e agora fraternais).


2 - 'Red Dead Redemption 2'

  • Desenvolvedora: Rockstar Games
  • Plataformas: PlayStation 4, Xbox One
  • Data: 1º semestre

A Rockstar se transformou naquela pessoa que mente muito e, quando fala a verdade, ninguém acredita. Fato é que "Red Dead Redemption 2" mereceria aparecer no topo de qualquer lista de games mais esperados do ano... se isso já não tivesse acontecido em 2017. Como a produtora fez jus à fama e adiou o jogo ano passado, ele aparece "só" na 2ª posição do ranking de 2018. Medida de segurança.

A boa notícia é que se a promessa for pra valer dessa vez, e leia isso com o devido cuidado, "Red Dead Redemption 2" tem tudo para ser um dos maiores games do ano.
Apesar do 2 no nome, o próximo jogo dos criadores de "GTA" volta no tempo e narra os passos da gangue Van Der Linde, da qual John Marston, protagonista do primeiro "RDR", fazia parte. O personagem principal é o fora da lei Arthur Morgan, outro membro do bando, e os trailers lançados até agora mostram assaltos, explosões, perseguições noturnas e mais cenários naturais e animais selvagens, como crocodilos – elementos cruciais do cotidiano difícil dos EUA no século XIX.


1 - 'God of War'

  • Desenvolvedora: Santa Monica Studios
  • Plataformas: PlayStation 4
  • Data: 1º trimestre

É do papai Kratos o mérito de liderar o ranking de games mais esperados de 2018. "God of War" não é só uma viagem de férias pela mitologia nórdica, bem distante da história grega que baseou os jogos da série até então. A nova aventura do Deus da guerra é uma ruptura daquilo que as pessoas conhecem como "God of War". 

Os trailers indicam que, de alguma forma, as mecânicas e características do jogo dialogam com esse Kratos moderno. Mais velho, de barba no rosto, o Fantasma de Esparta não batalha na velocidade caótica de antigamente – o que ajuda a desanuviar o ritmo frenético (e enjoativo) dos outros títulos. A câmera do game, por sua vez, é colada no Deus da guerra, e mostra que a nova aventura vai acompanhar de perto a trajetória de Kratos e do seu filho, o jovem Atreus.

Se alguém perguntasse isso há 10 anos seria motivo de piada. Mas é bem provável que o novo "God of War", que já foi uma série conhecida pela violência ignorante e desmedida, vá nos contar uma ou duas coisas sobre paternidade, honra, e também saber a hora de passar o bastão adiante.





Fonte: https://g1.globo.com    Por Bruno Arauj

Quem foram os eunucos?

(HBO/Reprodução)

Eram homens que, por algum motivo, tinham seus órgãos sexuais mutilados, com a retirada do pênis e dos testículos ou apenas dos testículos. Eles existiram desde a Antiguidade.

Na Grécia, a castração era pena freqüente de crimes como adultério e estupro para impedir a reincidência. Mas também castravam-se auxiliares domésticos. Acreditava-se que isso os deixava mais inofensivos. Entre os romanos, a partir do reinado do imperador Domiciano, no ano 81, começaram a valer leis que proibiam a prática. Ainda assim, ela vigorou até o século passado.

Os muçulmanos escalavam eunucos como guardiões da tumba de Maomé, na cidade de Medina, na Península Arábica, até o século XII. Alguns povos orientais os designavam como zeladores dos haréns, nos palácios. Mas o ocidente também teve seus castrados. A partir do século XVI, meninos que vinham de famílias pobres, principalmente na Itália, eram mutilados para se tornar cantores, pois a retirada dos testículos costumava impedir que a voz adquirisse um timbre grave. Em 1878, o papa Leão XIII proibiu a castração no Vaticano e, enfim, ela foi desaparecendo aos poucos.





Fonte: https://super.abril.com.br